O livro “Aurora
(morgenröte) - reflexões sobre os preconceitos morais”, publicado em 1881,
segue o estilo aforístico de Nietzsche e apresenta uma transição em sua
filosofia que virá a consagrar-se posteriormente, uma vez que é neste livro que
inicia a criação de novos conceitos que mais tarde virá a culminar à
transvaloração de todos os valores, de modo que é importante para a construção
de elementos filosóficos que posteriormente possibilitou o desenvolvimento de
sua filosofia, o objetivo do autor neste livro fora refletir sobre a origem dos
preconceitos morais e extrair desse pensamento certo desprendimento e
libertação, de maneira a abrir caminho para a moral e a religião ausentes de
preconceitos prejudiciais, como por exemplo, a ideia de que o corpo é inferior
à alma, considerada imortal, e dessa forma abrir caminhos para receber a vida
terrena sem a moralidade transcendente vigente até então no ocidente cristão.
20 de jan. de 2017
16 de jan. de 2017
GOETHE, Os Sofrimentos do jovem Werther: O "Efeito de Werther"
(Atenção! O artigo a seguir pode
conter spoilers sobre o livro)
"Juntei cuidadosamente tudo quanto me foi possível recolher a respeito do pobre Werther, e aqui vos ofereço, certo de que mo agradecereis. Sei, também, que não podereis recusar vossa admiração e amizade ao seu espírito e caráter, vossas lágrimas ao seu destino.
E a ti, homem bom, que sentes as mesmas angústias do desventurado Werther, possas tu encontrar alguma consolação em seus sofrimentos! Que êste pequeno livro te seja um amigo, se a sorte ou a tua própria culpa não permitem que encontres outro mais à mão!" (Werther, Os Imortais da Literatura Universal, Editora Abril, página 11)
Escrito por Johan Wolfgang Von Goethe
em 1774, “Die leiden des jungen Werthers” foi o marco do Romantismo. Werther, o
principal personagem do livro, envia cartas ao narrador Willhelm Meister, nas quais descreve por um longo período sua vida e seu amor por uma jovem moça por quem
se apaixona e faz que com que coloque fim a seus dias com um tiro na face pela
vida angustiante que levava, em vista do amor sufocante que sentia pela jovem e
a impossibilidade de tê-la como sua companheira.
13 de jan. de 2017
Os Irmãos Karamázovi: Dmítri Fiódorovitch Karamázov, o Mítia
Sobre o suposto parricídio e roubo de míseros 3000 rublos, repercutido na Rússia inteira: Passara semanas indo à casa de seu pai em silêncio, sem ser notado por suas criadas, somente para descobrir se sua amada, Grúchenhka, estava decidida a casar-se com seu pai, mesmo tendo ela admitido mais tarde que adorava causar ciúmes em Dmitri Karamazov, também conhecido como “Mítia” e em Fiódor Pavlovitch Karamázov,
29 de dez. de 2016
Existencialismo: um ponto de vista áspero sobre a vida e a fragilidade da existência
Para estar vivo basta ter suas funções vitais em
funcionamento. Mas “viver” é mais do que isso. Estar vivo, todos nós estamos,
trabalhando, estudando, comendo, bebendo, e preservando, ou não, nosso corpo:
matéria essencial para a existência humana, além da consciência.
Há muito tempo
acompanho de perto como é a vida de alguém que passa a ver o mundo “preto e
branco”, sem graça, sem vida, afinal. Isso ocorre geralmente em um curto
período quando perde-se algum ente muito querido, quando tem-se uma decepção
amorosa ou coisa do tipo, tornando a vida mais amarga que ela poderia ser. A vida, tal
como ela é, e tal como ela se encontra após uma decepção capaz de atingir até mesmo
nossos órgãos e a forma com que vemos o mundo, é uma distorção da realidade,
tornando-a mais alegre ou mais triste, a medida em que coisas acontecem
conosco. Afinal, quem nunca passou por uma perda irremediável, daquelas de
ficar dias relembrando e se decepcionando novamente? Até o momento em que
decidimos ser fiéis conosco e encarar a realidade nua e crua, por mais injusta
que ela seja.
Viver, para algumas pessoas, muitas delas, aliás, é buscar a
felicidade, estando ela nos amigos, família, religião, ou em coisas materiais
que o dinheiro é capaz de comprar, bem como vídeo games, automóveis, casas,
etc. A diferença entre viver e estar vivo, pode ser considerada como a forma
que vemos a vida, buscando a felicidade e vivendo-a, ou não, simplesmente vivendo
maquinalmente, aceitando aquilo que vier, sem questionar, e principalmente, sem
buscar melhorias. Claro que nem todos podem alcançar as melhorias que desejam,
bem como o sucesso financeiro, aliás, se dependesse tão somente do esforço
pessoal e da vontade de viver, não haveria miséria no mundo, concorda? Ninguém
é miserável por que quer. São raras exceções. A forma que encaramos a realidade
define aquilo que somos, aquilo que almejamos ser, e mudar aquele que fomos um
dia.
28 de dez. de 2016
NIETZSCHE: Niilismo, Ideal Ascético e a Morte de Deus
ESTUDOS FILOSÓFICOS SOBRE NIETZSCHE
Friedrich Wilhelm Nietzsche (Alemanha 1844-1900), filósofo, filólogo, crítico cultural e poeta, foi o fundador de uma das filosofias mais influentes dos séculos XX e XXI. Autor dos livros Ecce Homo (publicado em 1908 após sua morte, pela sua irmã Elisabeth) e Além do Bem e do Mal (1886), dentre outros, que abalaram a cultura do mundo ocidental, principalmente no que diz respeito a moral cristã e seus ideais presentes na sociedade, que até hoje influenciam nosso modo de vida.Sua filosofia é considerada, de fato, libertadora, pois rompe com a razão da moralidade cristã e abre horizontes para uma nova visão de mundo, livre de divindades supra-humanas, que para o filósofo e seus seguidores nasceram do homem para livrá-lo de sua insegurança e justificar o sofrimento da existência. Em de cada vida humana, cada destino, havia uma lacuna gigante, um abismo que soava sempre um “Em vão!”. O problema do homem não era “o sofrer em si”, mas sim “para que sofrer?”. Eis que os ideais ascéticos cobriram essa lacuna presente no destino de cada homem e os ofereceu segurança, porém fora contestada e derrubada através da desvalorização de seus próprios valores.
[ASSISTIR ONLINE] Palhaços Assassinos do Espaço Sideral, clássico "trash" dos anos 80, vale a pena vê-lo?
26 de dez. de 2016
Semanas, meses, anos. Para que viver em ciclos, afinal?
Na próxima segunda-feira você vai viver um dia que jamais existiu em toda a história da humanidade anterior a ele, e que jamais vai existir novamente.
Pensar na "segundona" em um domingo a noite, tão temida entre trabalhadores e estudantes, como se fosse apenas "mais uma"segunda-feira, igual a passado e a próxima, nos faz pensar que a vida é uma série de repetições tediosas, e não de excepcionalidades significativas para a formação de um indivíduo. É a percepção acerca do tempo mais mesquinha que já pude imaginar.
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